sexta-feira, outubro 26, 2012

Não sabe pra que lado fica o Xingu, nunca foi no Mato Grosso. Com certeza já fez piadinha racista sobre "programa de índio" - "aqui só tem índio" e essas imbecilidades.
Não aguentaria conversar com alguém nu por mais de 5 minutos sem ficar horrorizado com as partes intimas expostas. Não comeria a comida feita por índios e se comesse vomitaria. Não dormiria numa oca/taba e não aceitaria fazer a rot

ina diária das índias [que sustentam os maridos] por uma semana inteira.

Se fiz politicamente correto e ecologicamente educado mas na casa da pessoa tem mais plástico que no Belém Importados.
Fuma esses cigarros nojentos fabricados por crianças na Índia, Malásia e Guatemala e quem sabe até aqui no Brasil, lá nos confins do Jalapão, só Deus sabe...fuma essa desgraça ainda joga a bituca na rua.

Se faz de hippie, cult, indie e hipster mas lê Paulo Coelho, Augusto Cury. Stephenie Meyer só nas escondidas que eu sei.

Diz que gosta de Bossa nova, MPB e Erudito mas não se aguenta quando ouve a Gabyzinha gritando treme né...

Você é tudo isso mas quando vê um cachorro na rua, criança pedindo no sinal, velho em pé no ônibus, ex drogado vendendo adesivo, coleta de alimentos pros flagelados - VOCÊ FINGE QUE NÃO É COM VOCÊ.

E agora vem me dizer que está REALMENTE preocupado(a) com 170 índios que querem se suicidar?

Como diz lá Bahia - ME DEIXE VIU!

domingo, outubro 07, 2012

1/2 Catacrese

Reforma



Você ta ali, vivendo sua vida.
Rotina. Coisas normais.
Daí, num dia qualquer você se vê caminhando uma rua que já faz parte do seu itinerário a anos e observa que há uma casa a venda.
Um dia você vai lá, conversa com o vendedor. Pede pra dar uma olhada.
Compra.
Começa a parte mais difícil, reformar.
Aquilo que você comprou te agrada, mas você quer mudar, pintar, limpar, comprar mobília nova, plantar flores no quintal esse tipo de coisa, que como todo mundo sabe, leva tempo.
É bem caro também, mas quem liga pra isso?
Passam-se anos e quando você vê tá tudo limpo, organizado. Pronto. Feito.
Só agora finalmente você pode se sentar na varanda e tomar um café vendo as pessoas transitarem. Dormir na sua cama quente e macia, cultivar suas plantas em paz.
A vida segue e um dia alguém invade sua casa, subtrai seus pertences, destrói todo seu trabalho.
Surge o impasse, começar tudo de novo ou vender?
Resiste mas acaba cedendo a reforma, no fundo aquele desejo inquieto da mudança já estava se manifestando, o ocorrido foi apenas um adiantamento.
Tudo novo de novo e a vida cai na rotina.
Festas, recepções, almoços, aniversários, jantares a dois, reunião com amigos.
A vida caminha gloriosamente mas um dia, novamente a desgraça cai sobre seu lar.
Você podia até comprar um cachorro, implantar uma cerca elétrica, alarmes, pagar guardas noturnos. Mas no final do que adiantaria?
Perder sangue, suor, lagrimas, gastar sua paixão não valem a pena uma terceira vez.