terça-feira, setembro 18, 2012

Quero uma arte político-erótica-mística, que faça algo mais que sentar a bunda num museu. Quero uma arte que cresça sem saber se é arte mesmo, uma arte que tenha a oportunidade de partir do zero. Quero uma arte que se misture com a merda cotidiana e que saia, apesar disso, na primeira linha. Quero uma arte que imite o humano, que seja cômica, se necessário, ou violenta, ou o que seja necessário. Quero uma arte que copie suas formas das linhas da própria vida, que torça, estenda, acumule, cuspa e jorre, e que seja pesada e vulgar, doce e estúpida como a própria vida.


Por Claes Oldenburg em 1961.

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