terça-feira, novembro 27, 2012

Relembrando para esquecer

Escrito em 01.04.2012


Marco Aurélio Gomes


Eu sinto sua falta. Muito. Sinto saudades do abraço mais perfeito do mundo, daquele que parece ter sido feito sob medida, nós sabemos, o teu colo foi feito pra mim e eu fui esculpida para caber nos teus braços. Sinto falta das tuas roupas no meu guarda-roupa, da sandália ao lado da cama das bermudas dobradas no chão e das blusas brancas "disfarça-magreza", mas o que eu sinto 
mais falta é dos teus defeitos, do teu mau-humor, da falta de vontade de ficar na sua casa nos sábados e querer vir passar os domingos na minha e da tua implicância e crises de ciúme.
Eu sinto falta do teu rosto, do teu sorriso e de você me paquerando, das tuas mãos na minha cintura e dos beijos no pescoço. Sim, eu sinto muita falta dos teus beijos, abraços, carinhos e companhia. Ontem olhei todas as nossas fotos e isso me deu uma saudade...coloquei a aliança na prateleira, que só sai do meu dedo pra dormir e fiquei pensando na nossa vida, prós e contras.

Até hoje, nesses dois anos, não me arrependi de nada. Todas as minhas atitudes, brigas e inconstâncias serviram pra que você me conhecesse melhor. Sei também que todos os atritos que tive com a sua família e ex família de uma maneira ou de outra abalaram nossa relação, mas nesse ponto eu esperava mais de você. Por outro lado sinto muita raiva do meu orgulho e sei que se ele não fosse tão gigantesco/imponente e maciço as coisas estariam melhores atualmente.

Sabe amor, ninguém tem a obrigação de ser uma pessoa super forte que aguenta tudo e todos pelo caminho. Há pessoas que caem, e simplesmente ficam pelo caminho. Vai ver são essas lições que a vida quer nos ensinar. Em um Mundo onde há tanta cobrança para ser “legal” em que todo mundo acha que tem a obrigação de agradar sabe-Deus-quem-ou-o-que, eu sei de uma vez por todas com toda certeza do universo que nós não somos, e não estamos nenhum pouco interessados em ser esse tipo de pessoa.

E É legal não dar a mínima para a opinião dos outros.

As dificuldades que surgem pelo caminho ou nos tornam mais fortes, ou vão nos desgastando mais isso, nunca.

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