segunda-feira, maio 28, 2012

Retrospectiva

Um paralelo desses últimos anos.


2007 (18 anos)- Estava no ultimo ano do ensino médio. Mudei de cidade. Da água pro vinho. De Salvador da alegria pra Belém da tristeza. Chegando aqui comecei uma nova vida como me sugeriu meu amigo Márcio Sacramento. Foi tudo diferente, triste e azedo. Nunca tive contado com parentes e de uma hora pra outra minha casa vivia cheia de gente querendo saber da nossa vida. Demorei muito pra acostumar com todos aqueles rostos e gente tentando ser simpática comigo. Mas foi bom, pelos anos que passaram, só eu- meu irmão e meu pai e minha mãe juntos. Sei lá, hoje vejo que foi bom eu crescer longe de todo mundo, minha relação com minha família é muito estreita/aberta/direta e isso é algo raro hoje em dia, coisa que eu não vejo na casa dos meus amigos. Nesse ano conheci uma das minhas melhores amigas, a Kleyce, até hoje somos próximas, não como naquela época, mas é uma amiga que sei que vou levar pra vida toda e que posso contar e é claro, ela pode contar comigo também. Nesse ano não trabalhei, fiquei vadiando em casa e só indo pro colégio. Conheci bem a cidade, andando de ônibus por aí. Foi um ano legal, nem senti falta de namorar nem nada, mas as vezes ficava meio depressiva. Ainda fico quando penso que minha vida devia estar sendo muito melhor e produtiva lá em Salvador. Mas enfim, minha mãe tem 49 anos, ela merece viver no lugar que sentia saudades e eu posso muito bem me mudar pra lá quando quiser. Então foi justo.


2009-2010 (20/21 anos)- Meu pai me arrumou emprego numa concessionária de carros usados de um cara que vendeu um carro pra ele. Era um emprego legal, eu não fazia nada e só ficava no skype conversando com gente desconhecida e jogando café mania no Orkut. Tinha um namorado que se "abalou" da Bahia de todos os santos pra trabalhar de professor substituto na UFPA[ganhando uma miséria] só pra ficar perto de mim, mas terminamos por um monte de motivos que variam de divergência de idade até porque ele queria me meter um filho na minha barriga, ser papai e na época eu ficava - ah tá ok - mas não tinha coragem de dizer que eu ODEIO CRIANÇA, que não queria ser mãe, nem morar numa casa alugada imunda cheia de resíduos sexuais de outras pessoas. Deus me livre. Uma época ruim, escrota mesmo. Eu saía muito e simpatizava em "relacionamentos abertos e casuais". Torrava meu dinheiro em merda e soprava fumaça pro alto[no sentido figurativo]. Depois conheci o Marco, meu atual noivo. Fui feliz nesse tempo[Ainda sou], tudo com a gente se deu de uma forma natural, bacana. Depois vieram os problemas, a mulher, o filho, as maluquices da família dele. Ficamos noivos no dia 16/08/2010 poucos meses após começarmos a namorar, e eu acredito que vai dar certo nosso casamento. Já tenho vontade de ser mamãe, de casar, mas não quero morar em casa alugada.
Engraçado como as coisas mudam e de pouco em pouco você vai amadurecendo. Não tenho vergonha das coisas que aconteceram, mas não faria de novo.


2012 (23 anos)- Não estou trabalhando no mercado formal e estou tentando alavancar um negócio próprio [ESSE] junto com o Marco. Ele ta fazendo um curso de Rádio e Tv e acho que ele ficará realizado nesse meio profissional. Ainda continuo com problemas com a família dele, mas foda-se. Um dia daqui a alguns anos espero nem lembrar quem são eles, e esquecer suas feições e endereços[Cambada de pau no cu do caralho.] Não bebo, não fumo e parei com o refrigerante. Fiquei mais seletiva quando a amizade. Me acho mais bonita/magra e sensual agora, sem falar que sou bem mais inteligente e sagaz. Não troco um dia com o Marco por uma farra na madrugada. Minha melhor amiga ainda é a Kleyce e agora a Raphaelle que deve ser a 2° pessoa mais presente na minha vida. Caramba, eu amo muito a Rapha! Amo meus amigos de estimação. Fiquei mais caseira e sou muito feliz assim. E é claro me dou muito bem com meus pais. E aprendi que é mais fácil dizer que concorda com alguém pra pessoa calar a boca e fazer as coisas do jeito que você quer do que tentar defender suas idéias e seus pontos de vista com unhas e dentes. A filosofia do "é, tens razão" evita dor de cabeça e no fim você ainda pode esfregar na cara da pessoa como você estava certo.


Sou adulta agora? Ou só estou ficando mais realista e prática do que era a uns anos atrás.


Síndrome dos vinte e tantos anos? Sei lá.