Não estou conseguindo conviver bem com esse gosto amargo que surgiu na minha boca a alguns minutos atrás.
A vida é mesmo incrível, uma hora você está lá, vivendo sua vida, se sentindo feliz.
Gostando daquilo, de estar vivendo todos aqueles adjetivos bons, doces e felizes.
E de repente. Você acorda, é dia das mães, vai ao computador falar com alguém, sei lá...aquelas saudações de praxe. Abre seu blog, modera-os e os excluí, porque não gostou de nenhum. Abre o Google Reader, pra ler a vida dos outros e nota que um blog não está incluído na sua lista. Você inclui. Bela surpresa. Milhares de textos que você reconhece surgem do blog que você acabou de incluir na sua lista. Você se sente estranha. Deus! Eu conheço isso. Daí você entra no dilema, seu coração quer raciocinar á favor do individuo, mas a sua mente que é prática, fria e calculista, já tirou suas conclusões. Os textos se quer eram pra você, se quer um dia foram pra você. O que você recebeu foram meras cópias com adequações fajutas.
Xerox.
Você viveu de cópias? Sim porque o ser nem se deu ao trabalho de escrever um novo texto, afinal aquele já estava pronto mesmo e você não deve mesmo merecer mais que meras cópias.
Ironicamente você ri, pelo menos são alguma coisa.
Você se esforça, trabalha duro [como diz lá na Bahia "trabalha que nem puta no Carnaval"], se esforça.
Mas pra quê?
Mas é assim mesmo, a gente vai se esforçando, trabalhando. Vivendo nossas vidinhas sacanas, tentando o melhor, mas sempre, sempre, sempre se fodendo, fodendo e se fodendo, como num círculo vicioso. O que fazer agora? Matar? Morrer, ou voltar para Pasárgada? Eu fico com a terceira opção. Mais cedo ou mais tarde sempre acabo voltando, é mais seguro.
Talvez agora blog, nos tornemos mesmo melhores amigos. Terei tempo livre.
Quanto mais se escreve, menos se vive.
O inverso é verdadeiro.

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